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Conclusões

A análise acima indicou que, num mundo moderno com muitas religiões novas, é necessária uma visão mais aberta em relação à religião e à sua variedade global, do que definições estreitas baseadas em interpretações do conceito de «religio» do Latim e que ainda hoje são frequentemente repetidas por alguns funcionários do governo. As cinco variáveis a ser incluídas na categoria de religião são as 1. intelectuais, 2. emocionais, 3. de ação, 4. sociais, e 5. os fatores culturais acima detalhados, primeiro em geral e depois no caso específico de Scientology.

Existem, na nossa opinião, muitas razões pelas quais Scientology pode ser considerada uma nova religião. O que em especial a faz encaixar nesta categorização, é o facto de ser uma religião moderna, nascida no ocidente, no sentido bem ocidental da palavra «religião». É claramente uma manifestação do tipo de nova «religiosidade» que emergiu no mundo ocidental, usando os meios de comunicação social modernos das redes socioculturais para transmitir a sua mensagem religiosa a um público mais amplo.

Nos seus esforços ambiciosos para usar as vantagens das suas vastas redes sociais, tornou-se uma das religiões mais «modernas» e «discutidas» da nossa era.

Nos seus esforços ambiciosos para usar as vantagens das suas vastas redes sociais, tornou-se uma das religiões mais «modernas» e «discutidas» da nossa era.

Uma coisa típica de muitas das chamadas novas religiões é que elas foram etiquetadas como «religiões», mais por estudiosos do que pelos próprios praticantes. Em vez de estabelecerem quaisquer formalidades firmemente organizadas, vários novos movimentos religiosos preferem ser corpos não muito organizados. Por exemplo, um grande número de novos grupos de ioga, ou meditação neo-hinduísta, não têm nenhuma organização, e detestam ser considerados «religiosos». Nos seus desenvolvimentos mais recentes, se necessário, alguns deles podem, no entanto, ter-se «registado», possivelmente mesmo como sociedades «científicas», de acordo com a legislação federal ou nacional que regula a formação de sociedades «religiosas» e de organismos alternativos nos respetivos países.

Desde a sua formação em 1954, a Igreja de Scientology tem sido uma das poucas novas religiões que tem sempre identificado as suas organizações e feito grandes esforços no sentido de ser reconhecida como uma organização religiosa. De facto, a Scientology tem sido reconhecida como uma «igreja» e uma «religião» por muitos organismos oficiais de várias culturas por todo o mundo.

A doutrina e a própria Igreja de Scientology estão relacionadas com o facto de se basearem numa visão de um homem americano moderno, que nasceu no século XX e que preferiu escrever e dar palestras públicas, a pregar a sua mensagem. A ideia de religião não foi manifesta nos primeiros escritos e ensinamentos de L. Ron Hubbard, que pretenderam ser experimentais e psico-filosóficos. Assim, a Dianetics tornou-se Scientology apenas quando Hubbard descobriu a sua dimensão espiritual e as suas ligações espirituais com as religiões do mundo antigo, na sua pesquisa subsequente.

Os ensinamentos de Scientology têm os seus antecedentes em várias tradições filosóficas e religiosas. A mensagem de uma nova «religião de livro», desenvolvida e proclamada pelo seu Fundador, está fielmente registada e é preservada pelo conjunto das escrituras sagradas. Estas, como um todo, fornecem uma fonte para experiências religiosas, rituais e mais ações, bem como a estrutura social da Igreja com os seus exemplares culturais.

A organização abrangente da Igreja de Scientology, com todas as suas redes sociais e infra-estruturas culturais, é um importante testemunho da sua natureza, enquanto sociedade que pode muito bem ser caracterizada como uma organização «religiosa». A mitologia marítima da sua ordem religiosa, a Organização do Mar, constitui a base para a sua estrutura social para aquelas pessoas que decidiram comprometer as suas vidas, inteira e eternamente aos objetivos da igreja.

Tendo por base os nossos contactos com alguns membros da Igreja, nas sedes nacionais e europeias da igreja nos países escandinavos, reconhecemos que para estas pessoas a igreja oferece, tanto modelos para o seu estilo de vida, como também experiências que podem ser chamadas religiosas, a nível conativo e afetivo.

Assim, nós consideramos que a Scientology é uma religião.

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