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III. Novos Movimentos Religiosos Contemporâneos

Com o passar do tempo, movimentos religiosos que antes tinham sido novos, tendem a alcançar uma maior aceitação social. As seitas e os movimentos que tinham sido novos um século ou mais antes — Os Adventistas do Sétimo Dia, os Mórmones, as Testemunhas de Jeová, entre outros, tornaram-se familiares e mais ou menos tolerados. Embora frequentemente ainda sejam vítimas de opróbrio social, eles têm sido cada vez mais autorizados a operar à sua maneira. Mas a discriminação e a oposição persistem, centrando-se, como anteriormente, nas novas organizações religiosas emergentes. Nas últimas cinco décadas, o número de novas religiões na sociedade ocidental aumentou muitíssimo. Algumas derivam de variantes das principais religiões orientais; outras emergiram de reapreciações ecléticas de elementos de várias tradições religiosas. Porém outras voltaram-se para a religião popular indígena, ou dizem ser reformulações modernas do paganismo antigo. Outras ainda aparecem como respostas espirituais aos avanços da ciência natural, das tecnologias de comunicação, e várias formas de terapia mental. Muitos procuram despertar e libertar o potencial humano e cultivar uma dimensão espiritual para a crescente experiência secular do homem na sociedade moderna. Os estudiosos deste campo enfatizam, unanimemente, a diversidade destes novos movimentos, a maioria dos quais têm em comum apenas a contemporaneidade do seu aparecimento. No entanto, o que é visível é uma tendência, evidente nos mass media e nas declarações de figuras públicas sobre este assunto, para considerar globalmente todos os novos movimentos religiosos como se correspondessem a um estereótipo específico. Deve ser visível que esta tendência é em si adversa ao tratamento justo das novas religiões. Quando — correta ou incorretamente — um único movimento é publicamente acusado de ações ou atitudes contrárias ao bem comum, a alegação tende facilmente a ser transposta para todos esses movimentos, e o público em geral não está bem informado acerca da postura específica e atividades de cada um deles. Tendo em conta que estes movimentos são pouco conhecidos, os mal-entendidos, os rumores, o mito, e as calúnias facilmente acrescem em volta das respetivas reputações. Dado o modo como os próprios mass media operam, uma alegação, uma vez feita, tende a ser reiterada, porque os jornalistas, que muitas vezes confiam em anteriores relatórios dos mass media, autenticados ou não, repetem uma história familiar e assim produzem aquilo a que os sociólogos designam como «resumo negativo de eventos».

IV. A Influência de Casos Patológicos
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