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XIXa. A Diversidade entre as Religiões: Um Exemplo Moderno

A variedade de concepções de divino, culto, salvação e outros assuntos religiosos tornam-se ainda mais aparentes quando ultrapassam as maiores tradições religiosas antigas e chegam às religiões modernas. Novos movimentos religiosos não só são numerosos, mas também são amplamente diversos entre si. Alguns derivam das tradições Cristãs, alguns têm origens orientais, outros procuram ressuscitar tradições místicas, no entanto, outros adotam o espiritista metafísico de ensinamentos da «Nova Era». Para propósitos imediatos, simplesmente para enfatizar o âmbito de expressões de religiosidade, podemos considerar uma determinada religião nova que difere de todas estas — Scientology. Em alguns aspetos, Scientology não parece ser diferente do Budismo, do Jainismo e da tradição Sankhya do Hinduísmo, mas a premissa sobre a qual a sua soteriologia assenta são as técnicas terapêuticas práticas e sistemáticas. Esta oferece aos adeptos um caminho graduado de esclarecimento espiritual. Propõe-se a libertar os adeptos dos efeitos adversos de traumas, já seja que os tenham experimentado no presente ou em vidas passadas. É livre de dogmas religiosos, e embora Scientology reconheça, em termos abstratos, como «oitava dinâmica», a existência de um ser supremo, há poucas tentativas de tentar descrever os seus atributos. Este ser não é objeto de súplica ou devoção. O Homem é considerado uma entidade espiritual, um thetan, que ocupa corpos humanos materiais em vidas consecutivas. Embora não faça parte do universo físico, diz-se que o thetan se misturou a isso, e no processo adquiriu uma mente reativa que responde de forma irracional e emocional a qualquer coisa que recorde como sendo doloroso e uma experiência traumática. A salvação é o processo pelo qual essa mente reativa é reduzida e finalmente eliminada, permitindo que o indivíduo viva para o seu pleno potencial. Assim, enquanto no esquema das coisas do Budista cármico, diz-se que as ações passadas não recordadas existem irrevogavelmente para determinar as experiências da vida presente, defende-se que as técnicas de Scientology são realizadas para capacitar o indivíduo a recordar, confrontar e superar os efeitos maléficos de acontecimentos do passado. O objetivo final é que o thetan exista fora do âmbito físico e por assim fora do corpo — uma condição que tem analogias com a concepção Cristã de salvação da alma, embora seja uma condição alcançada por procedimentos muito diferentes e expressa em termos muito distintos.

Em alguns aspetos, Scientology não parece ser diferente do Budismo, do Jainismo e da tradição Sankhya do Hinduísmo, mas a premissa sobre a qual a sua soteriologia assenta são as técnicas terapêuticas práticas e sistemáticas. Esta oferece aos adeptos um caminho graduado de esclarecimento espiritual.

Scientology difere radicalmente dos esquemas soteriológicos dos Cristãos e do Budismo, na questão de se propor a padronizar e racionalizar as técnicas que conduzem à salvação. Esta aplica métodos técnicos modernos para atingir metas espirituais na tentativa de introduzir uma certeza e um sistema pragmaticamente justificado em exercícios espirituais. Emergindo num período em que o mundo secular tem sido cada vez mais dominado pela ciência, Scientology também está comprometida com a ideia de que o homem precisa de pensar racionalmente e de controlar as suas emoções perturbadoras como um meio para o esclarecimento e salvação espirituais. Esta representa uma corrente importante na diversidade de expressão religiosa contemporânea na nossa cultura religiosa pluralista.

XX. A Diversidade dentro das Tradições Religiosas
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