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XX. A Diversidade dentro das Tradições Religiosas

A diversidade entre as religiões é complementada com a diversidade dentro de religiões, e isto até mesmo dentro de uma autêntica tradição ortodoxa, que é o mesmo que dizer, sem tomar em consideração as várias manifestações de dissidência a que já tivemos ocasião de aludir. Deve-se reconhecer que a uniformidade não é um primeiro desejo para a religião, e que mesmo no Cristianismo, que tem gozado de uma forma sistemática com padrões muito mais estruturados de doutrina e organização do que qualquer outra religião, não obstante sustenta formulações imprecisas, ambiguidades, incoerências e até contradições de doutrina. De facto, a linguagem religiosa tradicional do Cristianismo nem sempre elimina ambiguidades, mas às vezes nem sequer procura mantê-las. Tais funções da linguagem não são apenas, nem necessariamente nem primariamente, para denotar propriedades. Tem funções igualmente importantes em reunir respostas emocionais e prescrever valores e posições. O cognitivo, emotivo e avaliativo estão inextricavelmente interligados de uma forma muito diferente às formas de pensamento cientificamente informado. Em consequência desta multifuncionalidade, a linguagem da religião, quando vista cientificamente ou investigada legalmente, frequentemente tem uma falta de clareza, definição e especificidade. Pode ser que isso seja visto como normal na religião, mesmo quando, como no caso do Cristianismo, fez-se um esforço intelectual durante séculos para articular doutrinas religiosas de uma forma coerente.

XXI. A Diversidade Religiosa e Evolução
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